Aquela poeira que teima em fazer lacrimejar o olho apanhado de surpresa. Ou aquela pedrinha que entrou na sapatilha e que faz questão de se fazer sentir a cada passada. São pequenos aborrecimentos que tentamos sacudir e de preferência sem parar... afinal temos sempre pressa. Sabemos e sentimos o corpo estranho precisamente por causa daquele corpo estranho mas ainda assim demoramos a escutar, a parar e a corrigir o que já era uma evidência. Agora pensemos num corpo estranho instalado na nossa cabeça, bem lá dentro e invisível. Complexo, não é? A cabeça é um lugar incrível mas igualmente cheio de medos e ficções.
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