Fotografia... como falar disto? A fotografia tem feito parte da minha vida, especialmente desde os mesmo 16 anos sensivelmente. Terei começado com uma máquina simples, point and shoot da Canon e depois passei a usar uma máquina que era do meu pai, uma Nikon EM que a minha irmã mais velha tinha mandado limpar. Lembro-me que adorava a espera e a incerteza como tinham ficado expostas as imagens (oposto do que temos hoje com o imediatismo do digital). Entretanto desanimado com a vida no ensino superior surge a oportunidade de fazer um curso de fotografia em Almada, com apoio da câmara municipal. Aqui aprendi as bases da fotografia e aprendi a fazer revelação e impressão em laboratório. Transformou a minha vida! Inscrevi-me no curso regular de fotografia no Ar.co com professores marcantes como o João Paulo Serafim ou José Soudo e onde tive colegas que ficaram amigos para a vida. Que sorte! Nos anos seguintes consegui trabalhar em diversas vertentes da fotografia, desde operador em laboratório fotográfico, venda de material ou fotógrafo propriamente dito. Foi muito importante ter feito este caminho até aqui. Mas... eu cheguei a um ponto em que a fotografia analógica - aquela que mais gosto - foi ficando de parte. Tinha as minhas máquinas a ganhar pó e o material de revelação ali parado. A corrente da vida levou-me durante demasiado tempo para demasiado longe e eu não lutei muito, deixei-me ir. Só que agora, cerca de uns 10 anos depois, estou a voltar aos poucos ao analógico e estou tão contente. Sinto-me outra vez aquele jovem quando começou a tirar umas fotografias e a fascinar-se com todo o processo. A vida dá muitas voltas.

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