Deixo passar muito tempo sem pôr aqui os pés e depois tenho várias coisas na cabeça que não dá bem para juntar numa única publicação. Entre o meu mundo e o mundo lá fora, isto está meio caótico. Mas tentemos...
1. Acho que maioritariamente sinto-me enganado. Para contexto: nasci em 1981. Ora assim sendo, estou a viver no futuro e porra - foda-se se calhar caía melhor - não me apetece mais, obrigado. Portugal falhando em tantas coisas, tinha algumas que iam equilibrando isto: a saúde pública era razoável, eramos bastante pacatos e havia Sol. Se estas pequenas bolsas de esperança rebentam ficamos sem ar. Os mais otimistas dirão que vivemos tempos extraordinários, historicamente relevantes mas eu não encontro uma centelha de interesse. Assistir ao ressurgimento da idade das trevas não estava nos meus planos para o este futuro.
2. O sobressalto no coração de quem tem 3 filhos e precisa ir lidando com as suas questões de saúde. Foda-se.
3. Os mais próximos sabem, outros não: depois de viver no interior de Portugal, numa aldeia no coração da Gardunha durante 5 anos, temos vivido os últimos 4 anos no concelho de Cascais. Este regresso foi necessário mas sonhamos com uma nova partida para a mesma zona da Gardunha ou proximidades. A vida na cidade é feia.
4. O declínio dos mais velhos é algo que nos bate sempre de frente. Sabemos que pode acontecer, que é provável que aconteça... mas chegando o momento é uma surpresa triste. E é preciso aprender a lidar com uma nova realidade.
5. Saúde mental. A vida tem momentos inquietantes e complexos que exigem força mental que nem sempre sabemos se temos. É, de facto, um trabalho nosso que não cessa.
6. O amor. Entre desequilíbrios é a mão que nos segura e conforta.
Bem-haja!
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