Um pouco de Drocas

No Amor, sou o tipo de pessoa que se atira de cabeça, sem reservas, sem medos, sem "ses", ou seja, não deixo qualquer amarra de segurança que me mantenha junto ao cais. Toda a análise que agora surja deve-se ao fracasso da relação, estou consciente disso. Entendo que algumas pessoas possam achar esta atitude uma atitude de risco, mas acontece que para mim não existe risco nenhum. Aliás, consciência do risco seria construir (?) uma relação com um calculismo que não concebo no Amor. Quando faço a minha introspecção dou-me conta que sim, é verdade que é complicado reerguer-me após um relacionamento tão intenso mas é igualmente verdade que nunca teria sido tão feliz e tão completo se me resguardasse. Para mim a aprendizagem não está na mudança da minha maneira de amar, nem tão-pouco reside na frieza da prudência mas passa sim pelo processo de cura posterior, ou seja, no reconhecimento do que se está a passar, das etapas e que no fim continuarei inteiro. Com marcas é certo, mas inteiro. Por isso e sem surpresa sei que continuarei a amar da maneira que eu sei, total, e na opinião de alguns, imprudente. Que seja! Para mim cada amor é o Tal, pelo menos até deixar de o ser. Repito, tudo isto só faz sentido antes ou depois... porque durante só existe espaço para o Amor. Apenas e tanto.

Comentários

c. disse…
(depois de muitos inícios falhados por excesso de lugares comuns:)

será que isso não quer apenas dizer que não temes amar ao invés de afirmar que ao amar te entregas sem reservas? será possível conceber um tipo de pessoa que diga amar só pela metade? que ame "mais ou menos" ou sem certezas? não será sempre o (verdadeiro) amor sinónimo de estarmos (mais que) certos que este é o único caminho que nos vemos percorrer? (mesmo que mais à frente se venha a revelar um beco sem saída do qual só sairemos com muitas marcas de guerra). como dizia há uns tempos (embalada pelo nosso capitão Alvim): também eu não percebo esse amor que pensa e reflecte e o que interessa é que eu acredite e (pelo menos) para mim seja verdade, verdadinha :)

(e muito mais haveria para dizer. e perguntar...)
Ciclideo disse…
Entendo perfeitamente aquilo que aqui questionas, e de facto, quando escrevi este texto tinha essas mesmas interrogações na minha cabeça. Optei por fazer a diferenciação entre aquilo que eu considero Amor (sempre total, sempre certo até prova em contrário e sempre irreflectido) e aquilo a que alguns outros chamam Amor, quando na verdade é tudo menos Amor, é calculista (fosse lá isso possível) e desonesto. Tendo automaticamente este tipo de características, para mim deixa de ser Amor e passa a ser outra coisa.Quem ame só pela metade ou que ame "mais ou menos" vive uma mentira. Não é Amor.

Na nossa visão das coisas, então sim: Não temo amar!!

=)

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