sexta-feira

The MatchMaker



The MatchMaker - IMDB


Um facto sobre mim: adoro comédias românticas!! E sou daqueles tipos que fica com a lágrima no canto do olho com uma facilidade tremenda e isso aconteceu-me com este filme. Viva o amor!

Devaneios coloridos


© Pedro Santos

quinta-feira

O meu irmão

Eu conheço o Hugo desde 2000, acho eu! Estávamos ambos perdidos, num curso de Geografia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Desde então, o Huguinho tornou-se meu irmão. Numa manobra do Universo (de vez em quando, ele lembra-se de nós) e por insistência do Hugo, fomos os dois fazer um curso de introdução à fotografia a preto e branco em Almada, já estava a Geografia a dar uma volta ao Bilhar Grande! O que começou de forma quase acidental transformou a nossa vida. Seguiu-se a vontade de continuar a estudar e lá fomos até à Ar.Co. Hoje a fotografia domina a nossa vida, embora de formas diferentes. Serve isto para dizer que o Hugo esteve presente no meu crescimento, numa fase muito importante da minha vida. Arrisco a dizer que o Hugo ajudou-me a encontrar-me. E isto.. nunca lhe disse. Quando penso na minha vida adulta (embora ainda não muito...) ele está sempre lá. Posso não falar com ele durante algum tempo mas assim que o reencontro, parece que retomamos a conversa onde ficou. Não existe espaço para silêncios desconfortáveis. Falo-vos do Hugo porque ele vai para Londres viver. Isto pode soar a cliché mas juro-vos que o Hugo é um autentico cidadão do Mundo e neste momento Portugal é demasiado pequeno para ele. E embora sinta cá dentro uma tristeza pela separação, sinto-me feliz por ele. O Hugo vai atrás de um desafio e sei que vai atingir os seus objectivos. Sei! E agora digo-vos eu uma coisa: Portugal fica a perder. Pessoas como o Hugo não existem por aí aos pontapés (as meninas que o digam, lol). Outra coisa que não disse ao Hugo é que lamento imenso uma coisa: lamento imenso que por vicissitudes recentes da vida (minha, neste caso) não tenha estado com ele tantas vezes quanto gostaria. Não o fiz por mal mas lamento. Não sei se já vos tinha dito mas o meu irmão Hugo vai para longe e vou sentir muito a sua falta. E porque nunca é tarde para dizer estas coisas: Adoro-te pá!

terça-feira

José Malhoa - Aperta com ela




Este post é totalmente dedicado à Cláudia.
Isto de acampar sem karaoke ao lado é para os fraquinhos!

segunda-feira

Calexico - Alone Again Or

Estou apaixonado por esta música!



Verse 1:
Yeah, said its all right
I wont forget
All the times Ive waited patiently for you
And youll do just what you choose to do
And I will be alone again tonight my dear

Verse 2:
Yeah, I heard a funny thing
Somebody said to me
You know that I could be in love with almost everyone
I think that people are
The greatest fun
And I will be alone again tonight my dear

domingo

...

Existem dias complicados e este é certamente um deles. Sinto-me tão triste que penso em coisas que não devia pensar e sinto coisas que gostaria de não sentir. Apetece-me chorar a um canto e adormecer cansado de mim mesmo. Apetece-me renascer e fazer as coisas de outra maneira, que nesta vida já não dá mais! Quanto mais terei de suportar até começar a ser feliz? E sim, tenho vergonha disto que aqui escrevo mas precisava de desabafar. Isto já passa...

sábado

Hoje...



... doí-me o talento!

Nunca antes tinha tido uma dor fantasma*...



*Dor associada a um membro após amputação

quarta-feira

Polaroid

*Zavial*

© Pedro Santos

Informações soltas

10 coisas ao acaso:

  • Detesto a areia da praia, excepto aquela junto à beira mar
  • Quando acordo não tenho fome durante algum tempo
  • Quando vou atrás de um fumador tento suster a respiração até o ultrapassar
  • Não consigo ver o Homem da Lua (ainda não desisti)
  • Sou mesmo muito friorento no que respeita à temperatura do mar
  • Quando estou ao telemóvel e dou-me conta que estou a falar sozinho (porque o outro ficou sem bateria ou sem rede e não dei conta) eu finjo que não se passa nada e despeço-me normalmente
  • Tenho dificuldade em manter-me sério quando sei que o devo fazer
  • Não posso ver pessoas a chorar que começo logo a chorar também
  • Canto sozinho no carro e depois sinto-me parvo
  • Gosto de ver as quedas dos atletas na Ginástica (menos quando se aleijam)

domingo

Pequena (grande) viagem

Praia da Ingrina


Praia João Vaz

Praia do Zavial


Praia do Barranco


Praia do Beliche


Praia do Castelejo


Praia da Cordoama


Praia das Furnas

© Todas as imagens foram retiradas da internet



A estas belíssimas praias juntem:


  • uma excelente companhia
  • música bonita
  • máquinas fotográficas
  • papagaios
  • o Becas, o Gualter e o Monstro das Bolachas
  • umas sapatas todas jeitosas

Ai ai, nunca mais é Sexta!!!




quinta-feira

terça-feira

Frases

"Sometimes, truth isn't good enough, sometimes people deserve more. Sometimes people deserve to have their faith rewarded" *


(...)


"The night is darkest just before the dawn"
*



* Retirado do último Batman: The Dark Knight

sábado

Dois temas

Tenho dois assuntos que teimam povoar a minha mente: Estrada Marginal e a Morte. Mas não são assuntos ligados entre si, não pretendo estabelecer a ligação entre os dois.


A Marginal tem sido minha companheira inúmeras vezes e ajuda-me a espairecer quando mais necessito, principalmente à noite. O trajecto é quase sempre o mesmo, entre Parede e Lisboa e vice-versa. Nesses alguns quilómetros, sempre acompanhado pelo rio (e posteriormente pelo mar), ofereço-me tempo e espaço. Deixo-me embalar por diversas sensações e pela maresia que teima em abraçar-me com força. E eu deixo. Não raras vezes, lamento que a viagem se revele curta para a minha necessidade. Mas não me posso queixar!

Imagem tirada da internet (daqui )

Já a Morte é outro tema. É outra conversa. Sim, temo a Morte mas não temo morrer. Ou seja, temo pelos que ficam, pela saudade que certamente fica e temo pelo eventual sofrimento e/ou decadência final. O meu temor justifica-se, certamente, pelo facto de ter já experimentado a perda de pessoas que amo, pela falta que senti e sinto deles todos os dias, pelas saudades imensas e por já ter assistido a uma morte sofrida. Já assisti à decadência final também. E, caraças, assusta-me sempre. Porque deu-me a noção que muitas coisas acontecem sem sermos tidos nem achados, simplesmente chegam sem avisar. Tantas coisas que não dependem de nós... Isso mete-me medo, por mais que possa encontrar uma explicação lógica. Eu preciso de pessoas que cá não estão e tenho de arranjar alternativa. É mesmo assim. Mas não temo morrer, pois acredito que continuamos vivos mas de outra maneira, numa outra dimensão. Acredito na reencarnação. Acredito que estamos neste planeta por brevíssimos instantes e que retornaremos sempre ao plano espiritual. Talvez outros com a minha fé e crença se sentissem mais confortados que eu, talvez eu dê demasiado importância a coisas menores, não sei. Talvez esteja a ver as coisas apenas da perspectiva de quem fica mas é esse o meu estado: estou aqui e morrem pessoas que eu conheço e de quem gosto muito. Quando chegar a minha hora não queria causar tristeza a ninguém. Não gosto desta intimidade que vou tendo com a Morte, essa pessoa que vamos encontrando ao longo da nossa vida e a quem vamos estando habituados. Principalmente não gosto de ser privado de conversar, rir e aprender com quem quero. E eu quero tanto...

Fado Falado



João Villaret - Fado Falado

Fado Triste
Fado negro das vielas
Onde a noite quando passa
Leva mais tempo a passar
Ouve-se a voz
Voz inspirada de uma raça
Que mundo em fora nos levou
Pelo azul do mar
Se o fado se canta e chora
Também se pode falar

Mãos doloridas na guitarra
que desgarra dor bizarra
Mãos insofridas, mãos plangentes
Mãos frementes e impacientes
Mãos desoladas e sombrias
Desgraçadas, doentias
Quando à traição, ciume e morte
E um coração a bater forte

Uma história bem singela
Bairro antigo, uma viela
Um marinheiro gingão
E a Emília cigarreira
Que ainda tinha mais virtude
Que a própria Rosa Maria
Em dia de procissão
Da Senhora da Saúde

Os beijos que ele lhe dava
Trazia-os ele de longe
Trazia-os ele do mar
Eram bravios e salgados
E ao regressar à tardinha
O mulherio tagarela
De todo o bairro de Alfama
Cochichava em segredinho
Que os sapatos dele e dela
Dormiam muito juntinhos
Debaixo da mesma cama

Pela janela da Emília
Entrava a lua
E a guitarra
À esquina de uma rua gemia,
Dolente a soluçar.
E lá em casa:

Mãos amorosas na guitarra
Que desgarra dor bizarra
Mãos frementes de desejo
Impacientes como um beijo
Mãos de fado, de pecado
A guitarra a afagar
Como um corpo de mulher
Para o despir e para o beijar

Mas um dia,
Mas um dia santo Deus, ele não veio
Ela espera olhando a lua, meu Deus
Que sofrer aquele
O luar bate nas casas
O luar bate na rua
Mas não marca a sombra dele
Procurou como doida
E ao voltar da esquina
Viu ele acompanhado
Com outra ao lado, de braço dado
Gingão, feliz, levião
Um ar fadista e bizarro
Um cravo atrás da orelha
E preso à boca vermelha
O que resta de um cigarro
Lume e cinza na viela,
Ela vê, que homem aquele
O lume no peito dela
A cinza no olhar dele

E o ciume chegou como lume
Queimou, o seu peito a sangrar
Foi como vento que veio
Labareda atear, a fogueira aumentar
Foi a visão infernal
A imagem do mal que no bairro surgiu
Foi o amor que jurou
Que jurou e mentiu
Correm vertigens num grito
Direito ou maldito que há-de perder
Puxa a navalha, canalha
Não há quem te valha
Tu tens de morrer
Há alarido na viela
Que mulher aquela
Que paixão a sua
E cai um corpo sangrando
Nas pedras da rua

Mãos carinhosas, generosas
Que não conhecem o rancor
Mãos que o fado compreendem
e entendem sua dor
Mãos que não mentem
Quando sentem
Outras mãos para acarinhar
Mãos que brigam, que castigam
Mas que sabem perdoar

E pouco a pouco o amor regressou
Como lume queimou
Essas bocas febris
Foi um amor que voltou
E a desgraça trocou
Para ser mais feliz
Foi uma luz renascida
Um sonho, uma vida
De novo a surgir
Foi um amor que voltou
Que voltou a sorrir

Há gargalhadas no ar
E o sol a vibrar
Tem gritos de cor
Há alegria na viela
E em cada janela
Renasce uma flor
Veio o perdão e depois
Felizes os dois
Lá vão lado a lado
E digam lá se pode ou não
Falar-se o fado.

Pai

Hoje sou pai de três filhos. Antes fui - e sou-  filho do Diamantino e órfão do Diamantino quando ele partiu tinha eu 16 anos. Três momentos...