domingo
quarta-feira
segunda-feira
domingo
sábado
Já vos tinha dito?
Estamos todos crescidos, essa é a verdade. Reconheço-me agora como um daqueles tipos "velhos" que praticamente ignorava quando era puto. Todas as experiências que vivemos trouxe-nos aqui. Aos 30 ou quase. As borbulhas desapareceram deixando ou não as suas marcas, tivemos os nossos namoros difíceis e dolorosos, os nossos estudos tantas vezes enfadonhos, amizades desaparecidas e amizades novas, aprendemos a ser responsáveis e a carregar um peso às costas. Peso que tantas vezes gostaríamos deixar à beira do passeio enquanto íamos dar uns chutos na bola ou ver a Rua Sésamo. Mas não podemos e essas são as regras de ser crescido. Agora? Bom, agora tememos o desemprego, falamos de coisas estranhas como economia e afins, gostamos de ficar em casa, não temos paciência para "coisas de putos" e - wow - até gostamos de comidas antes consideradas horríveis. Ahhhh, agora estamos casados ou prestes a casar, temos filhos ou já não estranhamos a ideia de os ter... E mesmo assim sinto-me um puto com 19/20 anos. Raios, isto é complicado. A puta da verdade é que estamos todos crescidos. Já vos tinha dito?
terça-feira
SER
Dentro de mim acumulo coisas para serem ditas ou escritas, tal como este teclado acumula pó. Poético, hein? Mas verdade verdadinha, são apenas esboços tal como.... raios agora não encontro nada. Assim sendo, escolho a palavra "social" que muito tem bailado na minha mente. Sou um tipo com problemas de socialização que por norma disfarça bem. A principal razão prende-se com a minha (grande) dificuldade em perceber os outros em contextos sociais. Generalizo erradamente. Há pessoas e pessoas, tal como há contextos e contextos. Voltando atrás: eu não consigo deixar de ajuizar tudo e todos. E na diferença, sinto-me brutalmente só. Quantas vezes tão rodeado de gente e tão vazio... (Dizias que parece que se fala mandarim ou russo e eu concordo plenamente). São códigos que me escapam, são jogos confusos dos quais não sei (nem quero saber) as regras. Não tenho idade nem paciência para isso. Assim, prezo imenso os meu amigos com quem posso conversar, com quem posso ser eu mesmo. Sem máscaras. Para vocês, eu SOU.
segunda-feira
quinta-feira
quarta-feira
Espero...
- Espero que os meus filhos saibam qual é o sabor da relva.
- Espero que saibam ganhar quando perdem.
- Espero que não sejam indiferentes.
- Espero que façam o certo mesmo quando ninguém está a ver.
- E que façam igualmente asneiras.
- Espero que os meus filhos saibam ver a vida nos detalhes.
- Espero que saibam construir a sua felicidade e que não esperem sentados por ela.
Passeio até às Azenhas do Mar
© Paulo Mateus
Só, lembrei-me do poema do Pessoa cantado pelo Camané:
Fernando Pessoa
(Fado Menor)
Se estou só, quero não estar,
Se não estou, quero estar só,
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.
Ser feliz é ser aquele,
E aquele não é feliz,
Porque pensa dentro dele
E não dentro do que eu quis.
A gente faz o que quer
Daquilo que não é nada,
Mas falha se o não fizer,
Fica perdido na estrada.
(Fado Menor)
Se estou só, quero não estar,
Se não estou, quero estar só,
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.
Ser feliz é ser aquele,
E aquele não é feliz,
Porque pensa dentro dele
E não dentro do que eu quis.
A gente faz o que quer
Daquilo que não é nada,
Mas falha se o não fizer,
Fica perdido na estrada.
terça-feira
segunda-feira
segunda-feira
sábado
Entretanto
Adormecido.
Tempos passaram em que me sentia triste, deprimido e sem esperança. Hoje sinto-me neutro, hoje sinto-me adormecido. Onde antes existia a urgência para ser feliz, existe hoje um encolher de ombros. Não sei. Tenho passado tanto tempo a acreditar e tenho acreditado com tanta força que agora pareço-me esgotado de fé. Contudo, hoje não me sinto desesperado... talvez mais resignado. É que acreditar dói. O Mundo não me é fácil, eu não me sou fácil e dispenso as agruras daí resultantes.
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Tempos passaram em que me sentia triste, deprimido e sem esperança. Hoje sinto-me neutro, hoje sinto-me adormecido. Onde antes existia a urgência para ser feliz, existe hoje um encolher de ombros. Não sei. Tenho passado tanto tempo a acreditar e tenho acreditado com tanta força que agora pareço-me esgotado de fé. Contudo, hoje não me sinto desesperado... talvez mais resignado. É que acreditar dói. O Mundo não me é fácil, eu não me sou fácil e dispenso as agruras daí resultantes.
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