terça-feira

Lomografar é fish

A minha menina mais nova!

Oferecida pela pessoa mais fofa do Mundo e mais além: PUSS!!!

***

E algumas fotografias da menina:

© Pedro e Puss


sábado

Passagem

© Pedro Santos


Quando penso na morte, penso em demasiadas coisas. Penso no que acredito, penso no que não acredito e penso em quem parte e em quem fica. Penso na morte do meu pai. Penso na morte do meu avô. Penso nas saudades. Penso no choque. Penso e penso e penso! Penso no tempo e sei que ele vai desvanecendo a memória sem nunca a apagar. Morte? Eu sei o que é a morte: é uma dor tão grande que nunca desaparece, apenas e somente se torna minha velha conhecida.
...
Eu vejo o meu pai todos os dias. Basta-me olhar para as minhas mãos, e quem conheceu o meu pai, entende isto.



Lamento imenso, C!



s/t

© Pedro Santos

quarta-feira

Conto

A Varina Joaninha


Estamos em 1925, na cidade de Lisboa, mais concretamente em Alfama. Com a canastra à cabeça, num passo esvoaçante, avança Joaninha. Mais um dia em que parte para o trabalho, seguindo ligeira, observada por homens boquiabertos que miram as pernas morenas e o cabelo preto como a asa de um corvo. A sardinha saltita por cima da sua cabeça de boneca, e soa o pregão: “Olhá sardinha fresquinha, olhó carapau!” A voz forte de Joaninha contrasta, em absoluto, com o seu aspecto de leve bailarina.
É neste cenário sem sobressaltos que surge Romeu. Cigarro preso entre os lábios, cabelo cortado à escovinha, olhos azuis como o mar onde nadam os peixes de Joaninha. Dirige-se à nossa varina dizendo: “Ó flor, és demasiado bonita para andares com esse peso todo na cabeça! Eu até conheço alguém que te pode dar trabalho! Vem comigo e verás.” , rematou segurando o braço de Joaninha. Joaninha pára por momentos, fixa os belos olhos de Romeu, reflecte por uns breves instantes e... Romeu está no chão e de todos os lados surgem peixes; sardinhas fustigam-lhe o rosto, uma barbatana de pargo faz-lhe um corte numa perna, uma dourada espeta-se-lhe nas costelas e quando pensa que já não consegue aguentar mais... Zás!!!! Uma lula de tamanho considerável para fazer estragos atingiu-o na barriga, de imediato seguida pela canastra atirada com toda a fúria pelas belas mãos da rapariga.

“Velhaco, malandro! O que tu queres é meter-me nalguma caldeirada!” grita Joaninha.
Romeu, atónito com aquela reacção, sentado no chão, gagueja atrapalhado:

“Mas eu... eu... não era minha intenção... desculpa se não me soube explicar... mas...
Joaninha, agora surpresa com a sua própria atitude, pára e por instantes fica a olhar Romeu, não sabendo também ela explicar o que começa a sentir. Aqueles olhos azuis inundavam-na e sentiu-se corar. Não foi preciso muito tempo para Joaninha e Romeu serem conhecidos, em Alfama, como o casal mais apaixonado que Lisboa havia visto. Também não foi preciso muito para se casarem, no dia de Santo António, abençoados pelo Santo Padroeiro.
Romeu começou na faina, Joaninha vendia o peixe que ele apanhava todas as noites.
Certa madrugada, de chuva intensa e frio cortante, encontrava-se Joaninha a descer, mais uma vez as escadas em direcção ao Campo das Cebolas para ir buscar o peixe à lota que haveria de vender pela manhã. No regaço, como de costume, levava o dinheiro com que se haveria de aviar. Mas... desta feita não chegou ao destino.
Naquelas escadas sombrias, sob a chuva imensa que caía e no meio da escuridão, só se ouviam as bátegas de água e o bater das chinelas da varina Joaninha nas pedras negras da calçada. Depois, só ficou o silêncio, a chuva e o frio. Joaninha não mais desceu as escadas, nem mais se ouviu o pregão, nem houve memória de outro amor assim no bairro de Alfama.
Ainda há quem diga, que em noites de temporal, junto ao arco das escadinhas, se ouve o bater das chinelas de Joaninha como um murmúrio.


Raquel Pinheiro

Sílvia Sousa


As alunas realizaram este conto no âmbito da cadeira de Técnicas de Comunicação e Expressão II, da Licenciatura em Secretariado e Comunicação Empresarial do ISLA-Lisboa

quinta-feira

Waiting

© Pedro Santos





Na espera, conforta-me o fado!

Música do Dia

BECK - Everybody's Gotta Learn Sometimes


Change your heart
Look around you
Change your heart
It will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine

Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime

Change your heart
Look around you
Change your heart
Will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine

Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime

I need your lovin'
Like the sunshine

Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime

Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime

Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime




terça-feira

Saudade é a sétima palavra mais difícil de traduzir!

Wishin' i was fishin'

© Pedro Santos

Sigur Rós - Glósóli

Glósóli

Nú vaknar þú
Allt virðist vera breytt
Eg gægist út
En er svo ekki neitt
Ur-skóna finn svo
A náttfötum hún
I draumi fann svo
Eg hékk á koðnun?

Með sólinni er hún
Og er hún, inni hér

En hvar ert þú....

Legg upp í göngu
Og tölti götuna
Sé ekk(ert) út
Og nota stjörnurnar
Sit(ur) endalaust hún
Og klifrar svo út.

Glósóli-leg hún
Komdu út

Mig vaknar draum-haf
Mitt hjartað, slá
Ufið hár.

Sturlun við fjar-óð
Sem skyldu-skrá.

Og hér ert þú...

Fannst mér.....

Og hér ert þú
Glósóli.....

Og hér ert þú
Glósóli.....

Og hér ert þú
Glósóli.....

Og hér ert þú
****
ENGLISH TRANSLATION

Glowing Sun (Bright Sun)

Now that you're awake
Everything seems different
I look around
But there's nothing at all

Put on my shoes, I then find that
She is still in her pyjamas
Then found in a dream
I'm hung by (an) anticlimax

She is with the sun
And it's out here

But where are you...

Go on a journey
And roam the streets
Can't see the way out
And so use the stars
She sits for eternity
And then climbs out

She's the glowing sun
So come out

I awake from a nightmare
My heart is beating
Out of control…

I've become so used to this craziness
That it's now compulsory

And here you are...

I'm feeling...

And here you are,
Glowing sun...

And here you are,
Glowing sun...

And here you are,
Glowing sun...

And here you are...





Esta música é... é... linda!!!
*suspiro*
:)

segunda-feira

história de um amor

Conheci uma miúda (S) com os seus 14 ou 15 anos. Teria eu 15 ou 16 e era, portanto, um ano mais velho. Lembro-me que na altura éramos amigos mas nunca daqueles muito muito próximos. Recordo-me de conversas que tivemos, de roupas que ela usava, de momentos muito específicos e de que um amigo comum (L) me falava bastante dela. A vida continuou, eu comecei a namorar uma outra rapariga (M) e desde então tudo mudou... Ela desapareceu (ou eu desapareci?) e não nos falámos mais durante cerca de 10 anos. Foi cerca de uns 2 anos depois de namorar com a M., que esse amigo L. me disse que a S. tinha gostado de mim. Isso marcou-me ao ponto de me lembrar desse momento perfeitamente, do lugar onde estava, do dia de Sol que se fazia sentir, etc. E marcou-me pelo inesperado da coisa... nunca tal me tinha passado pela cabeça.Entretanto passam mais 8 anos, perfazendo os tais 10 anos afastados.Estamos agora em 2007. Eu tinha terminado o namoro com a M. há alguns meses quando o L. volta a falar-me na S. Por insistência dele junto de ambos, acabamos a falar no messenger. Quanto mais falamos mais eu fico fascinado com ela. Entretanto acontecem duas coisas importantes: um café com a S. (mas levei o L. com algum receio de a coisa ficar demasiado estranha) e um telefonema no dia dos meus anos. Isto acabou por mexer bastante comigo e após umas conversas alucinantes no messenger (com a Ninfa Artémis pelo meio) lá combinámos num Sábado um encontro no miradouro da Nossa Senhora da Graça. Sei que estava tãooooooo nervoso que parecia mentira. Lá fui eu ter com a S. mais a minha máquina fotográfica e um nariz de palhaço. Lembro-me perfeitamente de a estar a ver à distancia, lol. Ficámos sentados muito próximos e às tantas ela deita a cabeça no meu colo. Isto já depois de ter quebrado o gelo com o nariz de palhaço, claro, o meu fiel amigo nariz. É neste momento que acontece algo de incrível, eu fico a tremer que nem varas verdes. Literalmente a tremer, lol. A S. estava morta por me beijar e eu a ganhar coragem. Ufa, respira fundo... E às tantas lá a beijei (tinha de ser eu a tomar a iniciativa, hehe) e senti a suavidade dos lábios a tocar nos meus. :)) Até comentei isso com ela. Ainda trocámos mais uns beijos, alguns deles já junto do cupido L. que foi ter connosco. Entretanto ficou tarde e lá nos despedimos. E aí entrei em pânico. Fui para casa e mais tarde falei com ela no messenger e tentei explicar que não dava para avançar. Não que eu não gostasse dela mas porque esta petrificado com medo de uma nova relação. Ela fica chateada e com razão e sai do msn sem me deixar explicar as minhas razões. É aí e após alguma indignação da minha parte que entendo tudo, que as coisas ficam totalmente claras e que percebo que estou a fugir a algo que eu quero. E fico aflito com a minha atitude. Ai! E agora?? Lá tive de me aguentar (e mal) até voltar a falar com ela. Por sorte foi ainda nessa mesma noite de Sábado e aí assumi tudo. Dai a namorar foi um pequenino pulo com mais umas conversas muito fixes pelo meio!! Desde esse dia até agora agradeço ao L. por nos ter juntado, mesmo que com 10 anos de atraso. Eu não queria deixar de partilhar a minha história que acho tão linda!! E esperar que daqui a uns tempos eu possa estar a contar aqui (ou noutro blog) o dia do nosso casamento!! Somos pessoas para isso :)




domingo

Kiss Madrid by Desigual




"Calor humano e transmissão de energias positivas foram o mote para a troca de beijos no Festival que na quinta-feira reuniu milhares de participantes em Madrid, Espanha.

Sem pedir nada em troca, a sessão dos beijoqueiros foi defendida em nome da paz e a ecologia, com a energia dispendida a ser justificada com o facto de ser "facilmente renovável". "


Retirado do Expresso - Podem ver o artigo aqui

A mim parece-me muito bem!!!

Facto:












De quinta-feira até hoje vivi uma vida.







quinta-feira

Haka Barrosã



Thanks Clau ;)

Ai

Ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai aai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai
Tenho medo!!

The Waterboys - "Whole of the Moon"

quarta-feira

...

Pai

Hoje sou pai de três filhos. Antes fui - e sou-  filho do Diamantino e órfão do Diamantino quando ele partiu tinha eu 16 anos. Três momentos...