"Já nada dura para sempre, nem o amor como sempre me ensinaram. Até o amor se tornou descartável . Até o amor farta, cansa, entendia, como aqueles amantes que fartaram de se amar tanto, tanto. Tudo acaba e as histórias de amor deixaram de ter só um inicio, um principio que nunca se lhes acabaria. (...) A relação entre os dois piora, muda-se para uma nova. Acabou-se a paciência, acabaram-se os arranjadores que romanticamente arranjavam, para os substituídores que maquinalmente os substituem.(...)Arranjar o que quer que seja, implica resistência ao fim. Enquanto substituir, é a sua absoluta aceitação. Substituir é aceitar o fim, sem pestanejar. Arranjar é espernear furiosamente para poder vir à tona da água . E salvar-se (...)Daí que se um dia me perguntarem o que eu sou, direi o que agora sabem: Que não sou mais do que um mero arranjador!"
Existem alturas em que eu amo o Mundo inteiro e ainda me sobra amor. Outras alturas surgem em que não me consigo amar sequer... não entendo. Será defeito de fabrico? Ainda estarei na garantia?