segunda-feira

Road Trip


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© Pedro Santos

sábado

Dias Estranhos

Como viver intensamente sentimentos opostos?

Hoje o meu sobrinho Miguel faz 11 anos! É mesmo caso para dizer que está a ficar um homenzinho! Mas o problema é que eu gosto que ele seja pequeno, que seja inocente e que viva feliz no seu mundo. Também sei que crescer é inevitável e é a ordem natural da vida, mas não é por ele que tenho medo, é por mim. Sou eu que tenho de me adaptar às mudanças. Não tarda está a perguntar-me coisas complicadas e é melhor eu preparar-me para tal :) Para ele, mais que um feliz aniversário, desejo-lhe uma vida feliz!!

Agora o oposto: Tivemos de dar o nosso gato, o Romeu. Começo por dizer que nunca gostei muito de gatos e fiquei parvo quando um dia entrei em casa e dei de caras com um. Pequenino e ultra fofinho, diga-se! E pronto, logo ali apaixonei-me pelo tipo. Tinha uma relação de irmão com ele (acho eu) e nunca mas nunca me fez mal. Mas infelizmente ele atirou-se às pernas da minha avó (ao ponto dela ter de ir ao hospital) e isso mudou tudo. O problema é que temos várias crianças na família e ficámos com medo. Se me dissessem que um dia ia sofrer de desgosto por um gato, provavelmente diria: Nah!

Pois... :o(

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© Pedro Santos


José Viana - Zé Cacilheiro

Era puto quando escutava o meu pai cantarolar esta música e de tanto ouvir acabei por fixar parte do refrão até aos dias de hoje. É através de detalhes destes que vivo intensamente a memória do meu pai. Para mim não se trata de as músicas serem bonitas ou não. Tão-pouco me interessa isso pois para mim são das músicas mais importantes do Mundo. Outra música que escutávamos frequentemente era o Fado 31 e algumas vezes cantávamos o refrão dessa no carro com ele. Sei hoje que essas músicas fazem parte de mim e nunca mas nunca as escuto sem pensar no meu pai. Fazem também parte dele. Como a expressão: pirisca. Como tantas outras coisas. Como eu. E cada vez mais reconheço-me nele, o que é bom mas também doloroso... Porra!

ZÉ CACILHEIRO


Quando eu era rapazote

Levei comigo no bote

Uma varina atrevida

Manobrei e gostei dela

E lá me atraquei a ela

P’ró resto da minha vida

Às vezes uma pessoa

A saudade não perdoa

Faz bater o coração

Mas tenho grande vaidade

Em viver a mocidade

Dentro desta geração


Refrão

Sou marinheiro

Deste velho cacilheiro

Dedicado companheiro

Pequeno berço do povo

E navegando

A idade foi chegando

O cabelo branqueando

Mas o Tejo é sempre novo


Todos moram numa rua

A que chamam sempre sua

Mas eu cá não os invejo

O meu bairro é sobre as águas

Que cantam as sua mágoas

E a minha rua é o Tejo

Certa noite de luar

Vinha eu a navegar

E de pé, junto da proa

Eu vi, ou então sonhei

Que os braços do Cristo-Rei

Estavam a abraçar Lisboa


Refrão

Prisão



© Pedro Santos


Antiga Prisão da Trafaria.

Esta é uma fotografia solta entre outras soltas que ali tirei.
Podem ver o trabalho mais sério e competente do meu
amigo Hugo Madeira, neste blog.
Ele sim, tem estado ali de alma e coração!


Nota: Após a estranheza de estar numa antiga prisão (nunca tinha estado noutra) é incrível a rapidez como nos habituamos ao lugar.

sexta-feira

Eternal Sunshine of the Spotless Mind




Adorei este filme na altura em que passou no cinema mas agora é dolorosamente real para mim. A questão não é apagar as memórias mas sim torná-las menos dolorosas... Volto a dizer que este filme é brilhante e só agora percebi o quanto!! Ah, e a música está muito bem escolhida :)

quinta-feira

Em queda



© Pedro Santos