A viagem
As melhores viagens que me lembro de fazer eram aquelas para o Algarve. A ideia de acordar por volta das 5:30 da manhã agradava-me, principalmente na mente de um puto, em que tudo aquilo revestia-se de festa. Acordar de noite ainda, levar as malas para o carro e partir... partir com aquele cheiro de manhã fresca. O destino primeiro era Tróia, mas ainda antes, era um café enquanto esperávamos pelo ferry. E era algures por essa altura que o dia começava a clarear, ali mesmo, à beira do rio Sado. Depois sim, Tróia (sempre estranha para mim), e um caminho imenso ao som dos Queen. A paisagem a correr pelas janelas do carro e a estatelar-se nos meus sentidos. Continuávamos a devorar estrada e mais estrada até chegarmos a uma pequenina ponte que separa o Alentejo do Algarve. Ainda hoje sinto vontade de buzinar e bater palmas quando a atravesso, tal como fazíamos quando era puto. E por fim o melhor cheiro do Mundo... o cheiro a estevas!! Era sinal que estava quase, quase a chegar. E depois a Raposeira... e depois a Ingrina!! Aquela estrada estreita, linda e eterna! Fogo, que saudades daqueles tempos...

Comentários
-sapatos incluídos
Ténis e camisas dos anos 80 que possam vir a usar-se de novo...sabe-se lá quando
Ingrineira